quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Organizações vistas como cerébro
Morgan compara a organização com um cérebro. O estudo do cérebro é colocação de um problema único de refletividade e de construção de conhecimento, uma vez que utilizam cérebros para compreender cérebros. Não é de surpreender, então, que o processo se tenha baseado em vários diferentes tipos de metáforas, à medida que os cientistas tenham procurado por imagens apropriadas para dar sentido a esta complexa parte da anatomia.
Embora os administradores tenham reconhecido a importância de se desenvolverem bons sistemas de comunicação para a transmissão de informações relevantes para onde isto se faz necessário, a idéia de utilizar o cérebro como metáfora para a organização criar novas possibilidades. Comparado com a complexidade e o mistério da moderna pesquisa a respeito do cérebro, o emprego da metáfora do cérebro na teoria organizacional encontra-se em um estágio humilde de desenvolvimento.
A metáfora do cérebro ajuda na compreensão de que uma organização pode ser vista como um sistema cognitivo, corporificando tanto uma estrutura de pensamento, como um padrão de ações, enquanto que nas teorias tradicionais de organização a atenção tem sido devotada ao modo pelo qual os elos de comunicação são estabelecidos entre os diferentes componentes organizacionais.
http://www.institutosiegen.com.br/documentos/imagens_organizacao_resumo.pdf
As organizações podem aprender e aprender a aprender?
As organizações podem aprender e
aprender a aprender?
Muitas organizações são
competentes na aprendizagem
de “circuito único”. São
caracterizadas por sistemas de
informação planejados para
mantê-las “em curso”
detectando e corrigindo o erro
em relação a normas, regras
operacionais etc.
† Mais difícil é a habilidade de
atingir uma aprendizagem de
“circuito duplo”, instituindo
sistemas que revêem e
desafiam normas básicas,
políticas e procedimentos
operacionais em relação às
mudanças que ocorrem em seus
ambientes. É preciso “olhar-se
duplamente a situação”
INFORMAÇÃO
Nas
organizações mecanicistas as atividades fixas são bem desempenhadas sob
condições estáveis, mas quando tais condições são violadas, as organizações
encontram grandes problemas.
IMAGEM DO CERÉBRO
O cérebro tem
sido concebido como um sistema de controle semelhante a um computador complexo,
que transmite informação através de impulsos eletrônicos; como um tipo de
sistema de televisão com a capacidade de reagrupar padrões coerentes e imagens
de milhões de pedaços de dados separados; como uma sofisticada biblioteca ou
banco de memória para estocagem ou recuperação de dados; como um sistema
complexo de reações químicas que transmitem mensagens e disparam ações; como
uma misteriosa “caixa preta” que liga estímulos e comportamentos; como um
sistema lingüístico que opera através de um código neural que traduz
informações em pensamentos, idéias e
ações através de mudanças químicas e elétricas, da mesma forma como um código
representado num alfabeto pode ser convertido em prosa via palavras e sentenças
INDAGAÇÃO
O psicólogo
americano Karl Lashley fez um experimento em que retirava boa parte do cérebro
de ratos que sabiam sair de um labirinto, e percebeu que se ao menos não
retirasse o córtex visual dos ratos, portanto não os cegando, poderia remover
até 90% do córtex que os ratos ainda seriam capaz de encontrar a saída do
labirinto.
INTRODUÇÃO
O autor
compara a organização com um cérebro. O estudo do cérebro coloca um problema
único de reflexividade e de construção de conhecimento, uma vez que utilizam
cérebros para compreender cérebros. Não é de surpreender, então, que o processo
se tenha baseado em vários diferentes tipos de metáforas, à medida que os
cientistas tenham procurado por imagens apropriadas para dar sentido a esta
complexa parte da anatomia. Embora os administradores tenham há muito
reconhecido a importância de se desenvolverem bons sistemas de comunicação para
a transmissão de informações relevantes para onde isto se faz necessário, a
idéia de utilizar o cérebro como metáfora para a organização cria novas e
excitantes possibilidades. Comparado com a complexidade e o mistério da moderna pesquisa a respeito
do cérebro, o emprego da metáfora do cérebro na teoria organizacional
encontra-se em um estágio humilde de desenvolvimento. A metáfora do cérebro auxilia na compreensão
de que uma organização pode ser vista como um sistema cognitivo, corporificando
tanto uma estrutura de pensamento, como um padrão de ações, enquanto que nas
teorias tradicionais de organização a atenção tem sido devotada ao modo pelo qual
os elos de comunicação são estabelecidos entre os diferentes componentes
organizacionais.
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