O autor
compara a organização com um cérebro. O estudo do cérebro coloca um problema
único de reflexividade e de construção de conhecimento, uma vez que utilizam
cérebros para compreender cérebros. Não é de surpreender, então, que o processo
se tenha baseado em vários diferentes tipos de metáforas, à medida que os
cientistas tenham procurado por imagens apropriadas para dar sentido a esta
complexa parte da anatomia. Embora os administradores tenham há muito
reconhecido a importância de se desenvolverem bons sistemas de comunicação para
a transmissão de informações relevantes para onde isto se faz necessário, a
idéia de utilizar o cérebro como metáfora para a organização cria novas e
excitantes possibilidades. Comparado com a complexidade e o mistério da moderna pesquisa a respeito
do cérebro, o emprego da metáfora do cérebro na teoria organizacional
encontra-se em um estágio humilde de desenvolvimento. A metáfora do cérebro auxilia na compreensão
de que uma organização pode ser vista como um sistema cognitivo, corporificando
tanto uma estrutura de pensamento, como um padrão de ações, enquanto que nas
teorias tradicionais de organização a atenção tem sido devotada ao modo pelo qual
os elos de comunicação são estabelecidos entre os diferentes componentes
organizacionais.

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